Uma noite mais do que especial vivida no CTG Grupo Pampa e Minuano, uma entidade maravilhosa, que vi nascer pelas mãos, dedicação e empenho de pessoas como o grande Valter Cuadros que hoje é um esteio firme da nossa cultura em Bagé, pelo esforço e capacidade de tantos outros amigos! Guardarei essa noite com muito carinho, em meu coração, pois momentos como esse nos fazem persistir naquilo em que acreditamos, fazem nosso estradear valer a pena. No palmilhar dos rumos culturais, a valorização é motivação eficaz em todo e qualquer instante, pois a cultura é um trabalho árduo, silencioso, mas que ecoa para a eternidade. Eu e minha família somos gratos a todos os amigos do Pampa e Minuano.Vida longa à poesia, à música. Vida longa a tudo que é nosso, ao nosso chão. Abraços, muito obrigado.
Espaço para compartilhar ideias, textos, vídeos, imagens e, principalmente, impressões da alma...
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quinta-feira, 12 de maio de 2016
quarta-feira, 27 de abril de 2016
AS DORES DO FRIO
Não gosto de
inverno/frio. Na verdade, detesto. Ele agasalha e conforta somente quem tem um
mínimo de sorte nessa vida. Judia de quem já tem pouca ou quase nenhuma fé. Ele
encurta a vida do sol. Ele prolonga a audácia da preguiça. Diminui os círculos
de interação. Desprivilegia o contato menos íntimo. É sisudo.
Há quem diga
que é elegante, mas eu o vejo como prepotente e desalmado. Não há pessoas na
frente das casas, nem jardins coloridos, nem crianças sorrindo à vontade. Há pressa
nas ruas, há cumprimentos gelados, não há receptividade à mostra. O
inverno/frio é silencioso, sujeito ao egoísmo, ao entranhamento, às portas
fechadas.
O inverno/frio
é feio em sua beleza, sedutor em suas artimanhas de fazer-nos menos afeitos ao
compartilhamento de ideias, de espaço, de abraços, de aceitação. Nossos casulos
se tornam ainda mais privados e inacessíveis, sem que percebamos.
Diante
de tudo isso, ter um prato quentinho todo dia, chega a ser doloroso. Quase um
crime. Uma bonança indigesta. Ter um cobertor é praticamente uma afronta. Sem hipocrisia.
Só constatação e sentimento. Sei que a miséria existe o ano todo. Aliás, todos
sabemos disso. Porém, o frio é mais invasivo. É mais doído. É mais impiedoso.
O
espírito gelado do inverno/frio não se compadece de crianças, não tem pena dos
idosos. Não se abate com a miséria, tampouco entende quem vive qual pária. Alia-se
à fome, ao medo, a solidão e tantas outras mazelas, com suas garras dolorosas e
insensíveis, a fim de penetrar no mais profundo do ser, retirando de lá o
ânimo, a esperança e quase obstruindo toda e qualquer luz.
Quem
necessita não espera algo mais do inverno/frio. Espera algo mais de nós. Mas
estamos/estaremos enclausurados demais para atendermos esse chamado.
Minha alma
vive a inquietude desses momentos, as desigualdades dessa estação. Sendo
humano, sofro mediante nossa desumanidade.
Não
te gosto, frio. Só te admiro em tua perseverança de ser... e passar.
Fonte da imagem: Google imagens/sem autoria
segunda-feira, 25 de abril de 2016
segunda-feira, 18 de abril de 2016
TCHAU, QUERIDA!!!
Em tempos em que Monica Iozzi,
Letícia Sabatella e outras nulidades se autodeclaram formadoras de opinião, é
preciso ter muita fé para manter as esperanças. É quase um castigo manter a
sanidade em meio a tanta idiotice (desculpem, não quis ser rude).
Em tempos em que vemos pessoas
exibindo teses políticas sem a menor aptidão, sequer, para a escrita, o
desânimo verga o espírito. Não é fácil. Como algumas criaturas conseguem passar pelo ensino fundamental? MEU DEUS!!!
Ao ver o circo montado na Câmara
Federal nesse domingo (algo inevitável para que cheguemos a um “princípio de início
de fim”) entendo de pronto porque o país não consegue avançar. É o que digo
sempre: os políticos são o reflexo de seus eleitores. E ponto.
Alegar “golpe” ao falar sobre
impeachment, beira ao ridículo. Mais ainda, quando é proferido pela boca de
quem conhece as leis. Argumento inócuo, quase infantil. Doentio, na verdade.
Ser contra o impeachment usando
como argumento as falcatruas de Eduardo Cunha e Temer é surreal. Vindo de
petistas, então, vergonhoso. O PT foi CASADO com o PMDB por 14 anos. Só agora
viram que essas figuras não prestam?
Nem parece que o líder do governo na Câmara foi pego com milhares de dólares nas cuecas, e que o ex-líder do governo no Senado era o "ilibado" Delcídio do Amaral. E aí???
Nem parece que o líder do governo na Câmara foi pego com milhares de dólares nas cuecas, e que o ex-líder do governo no Senado era o "ilibado" Delcídio do Amaral. E aí???
Impeachment é um processo essencialmente POLÍTICO. E um remédio constitucional. Entenda e aceite isso. Ou fique quieto, que se torna menos vergonhoso.
Nesses termos, o debate não
avança, os verdadeiros problemas ficam encobertos por uma cortina de fumaça
causada pela superficialidade e pela má-fé!
Manter uma quadrilha no poder a
qualquer custo, com um país quebrado e surrupiado, com uma inflação alcançando níveis
exorbitantes e com milhares de desempregados, apenas por teimosia ou questões
partidárias, mostra o quanto nosso país está despreparado para exercer sua
cidadania e democracia.
Política não é brinquedo. É coisa
séria, está presente em nossas vidas, em nosso cotidiano. Influencia
diretamente em nossa felicidade, nossa harmonia, nosso emprego, nossa educação,
nossa saúde.
Colocar a culpa na classe
política sem ao menos ter o comprometimento com um voto sério, qualificado, bem
analisado, é fácil. Difícil é aguentar as consequências depois. E elas sempre
virão.
Fora da política não há salvação. O PMDB é um mal necessário nesse momento. Simples assim. Não há outra alternativa. Ou é isso, ou é a "morte". Remédio amargo até que o paciente apresente melhora. Essa estagnação inconsequente ainda cobrará sua dívida por um longo período.
Fora da política não há salvação. O PMDB é um mal necessário nesse momento. Simples assim. Não há outra alternativa. Ou é isso, ou é a "morte". Remédio amargo até que o paciente apresente melhora. Essa estagnação inconsequente ainda cobrará sua dívida por um longo período.
Os políticos que temos são esses que aí estão. Teremos que resolver essa bagunça com eles no poder, até que possamos, aos poucos, fazer a faxina necessária. Obviamente, essa é uma visão otimista. Existem pessoas que gostam de cometer o mesmo erro várias vezes. E se vender mais vezes ainda. E pouco se importar constantemente.
Realmente cansa ter que debater
com pessoas que usam a ignorância como argumento. No final, elas nos vencem pela
experiência na “área”!
Ninguém aguenta mais o projeto de
poder do PT. A esquerda-caviar nunca foi tão indigesta quanto agora. Quantos “coxinhas”
são necessários para que um “mortadela” seja feliz? Até quando vai esse espólio
criminoso?
Fico pensando em que mundo
algumas pessoas estão... não sabem nada sobre o “foro de São Paulo”, acham que
os financiamentos do país às ditaduras é uma mentira, ou então que é normal.
Noventa e cinco mil empresas fecharam suas portas no ano passado. Mas não há
crise. Dez milhões de desempregados. Mas não há crise.
O MST, MTST, CUT... essas milícias ainda são toleradas. Ainda causam terror e afrontam a liberdade de todos em plena luz do dia.
Os crimes de responsabilidade se
amontoam. A obstrução à justiça é diária.
Assim como Lula, Dilma não sabia
e não sabe de nada. E nenhum dos dois é culpado de coisa nenhuma. Talvez, de terem nascido.
Dilma foi Ministra de Minas e
Energia, fez parte do Conselho da Petrobrás... mas não sabia de nada.
Não sei porque ela não descansa
disso tudo no sítio que não é do Lula. Ou em alguma outra fazenda que não é
dele, pelo Brasil afora. É muita injustiça.
O fato de um governo não
conseguir barrar seu impeachment não deve significar muita coisa. Talvez uma
fraqueza momentânea. Afinal, quem se elegeu fraudando eleições, haverá de dar um
jeito nisso. Em seguida encontram a tal da “governabilidade”. Ou não. Devo estar exagerando.
E o bandido é o Moro...
Pra encerrar, quero dizer que também
não fui eu que escrevi isso. Quando cheguei, já estava assim.
Um abraço.
Quase esqueci: TCHAU, QUERIDA!!!
Obs: não me envergonhem, amigos!
segunda-feira, 28 de março de 2016
O TEMPO DA VITÓRIA
Qual será o tempo da nossa vitória, afinal?
Essa é uma pergunta que nos
fazemos seguidamente. De forma consciente ou não. Especialmente quando traçamos
uma meta, um objetivo. Ou, ainda que não tenhamos uma busca específica por
algo, simplesmente nos perguntamos: quando as coisas começarão a dar certo?
Quando serei um vencedor?
Muitas vezes ignoramos – ou fingimos
ignorar - que o sucesso de nossa caminhada está diretamente atrelado à nossa
dedicação, ao nosso empenho, à nossa luta. Essa é uma realidade indelével.
Atemporal.
Por óbvio, existe uma série de
fatores alheios à nossa vontade que, muitas vezes, dificultam nossa jornada e
tornam-se obstáculos aos nossos intentos. Mas e naquilo que depende de nós? Estamos
fazendo nossa parte? Estamos focados, temos trabalhado e nos dedicado o
suficiente?
De forma recorrente, eu leio nas
redes sociais, além de escutar por aí, o seguinte: “O tempo de Deus não é o
nosso tempo”... “Aguarde e confie”...
Acho até que isso pode ser
verdade, mas não creio que essas sentenças devam ser utilizadas como
subterfúgio para falta de empenho ou dedicação. Para esmorecimento e inércia.
Bem ao contrário. Deus certamente deve preferir aqueles que “fazem por onde”!
Na maioria das coisas, o tempo de
Deus é exatamente o nosso tempo. Tenho certeza que Ele não nos criou para a
derrota, para o fracasso. Se temos saúde, por escolha Dele, é porque temos as
condições necessárias para produzirmos nossos êxitos. Agradeçamos, então.
Deixemos os mistérios e as divagações de lado, trabalhemos
com a realidade.
O tempo de nossa vitória é agora. É hoje. É o
presente.
Estarmos vivos é a prova cabal
dessa minha afirmação. Todo dia temos a oportunidade de caminhar um pouco mais
na direção daquilo que almejos, daquilo que nos faz bem. Cada amanhecer nos dá
a liberdade de escolher: estagnação ou avanço?
Avançar sempre. Ainda que
devagar. Apesar dos tropeços. Em meio à tempestade. Repouso ou parada somente
para tomar impulso. Quando percebermos, estaremos tão adiante daqueles que se
quedaram em reclamações e desânimo que sequer acreditaremos o quanto esperamos
para sermos felizes. Para alcançarmos nossa tão almejada vitória.
E ninguém está afirmando que será
fácil. Não nos deixemos abater pelas forças contrárias. Muitos haverão de tornarem-se
fardos em nossa trajetória. Tentarão abater nossa fé, por inveja, incapacidade
ou por simples maldade.
A esses, dediquemos somente o
tempo e a força necessárias para blindar nosso espírito de suas más influências
e de sua negatividade.
Ninguém vence sem correr riscos. Vencer sem riscos é triunfar sem glórias, como já disse Pierre Corneille.
Não precisamos de nada que não nos faça bem. Assim, evitemos e nos livremos de todo e qualquer mal ou “peso morto”. Guardemos espaço para os nossos, para aqueles que agregam amor, carinho e lealdade à nossas vidas.
Ninguém vence sem correr riscos. Vencer sem riscos é triunfar sem glórias, como já disse Pierre Corneille.
Não precisamos de nada que não nos faça bem. Assim, evitemos e nos livremos de todo e qualquer mal ou “peso morto”. Guardemos espaço para os nossos, para aqueles que agregam amor, carinho e lealdade à nossas vidas.
Nós somos a própria vitória.
Existimos. E persistimos. E haveremos de conseguir.
As grandes vitórias se originam de
uma, em especial: a vitória sobre nós mesmos.
Vejam, por exemplo, que aquilo
que a grande maioria das pessoas chama de sorte, na verdade se trata de obstinação, empenho,
dedicação, força de vontade.
Oscar Schmidt, nosso lendário
jogador de basquete, sempre dizia àqueles que o criticavam com ironia, ou que
desmereciam seu talento e desempenho nas quadras, o classificando como sortudo:
“Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho”.
Nossa vitória é todo dia. Na
exata medida de nossa fé e empenho. Do exato tamanho de nossa dedicação. Chegar
a um ponto específico, nada mais é do que o resultado de nossa perseverança.
Daquilo que construímos durante nossa caminhada. Ela é construída aos poucos,
na soma de nossas atitudes, sendo consequência de nossas escolhas e renúncias.
Muitas vezes, nasce da soma de muitas derrotas.
Vencemos a todo momento. Somos
vencedores natos. Assim, quando alcançarmos um sonho, trataremos logo de buscar
outro, e mais outro e mais outro. Porque nascemos para vencer! Esse é o nosso
destino. Quem para de sonhar, já não vive.
A vitória sempre será nossa.
Sempre foi. A questão é: temos
consciência disso?
Imagem retirada da internet, autoria desconhecida. (google)
sábado, 26 de março de 2016
FÉ EM TI!
Sempre, em qualquer tempo, em qualquer lugar, haverá alguém contra ti,
atuando nas sombras! Nessa hora exata, não valerá o teu talento, a
tua bondade, a tua história e nem os teus valores. A intenção de impedir
que tu prossigas, que tu prosperes, será maior que a verdade! Agirão
contra ti e te abraçarão, e serão solidários em teu insucesso. Contudo, o
que esses seres sombrios não entendem, é que o talento, a lisura e a
bondade possuem primazia sobre a inveja e a má intenção. Os de bom
coração possuem luz própria. Portanto, não te abatas. Caminharás leve e
vitorioso nos caminhos que um dia te foram negados pelos ímpios e
invejosos, enquanto eles terão que dormir em travesseiros espinhosos e
conviver com a indignidade de serem quem são.
Fé na tua estrada e em ti! Sempre!
terça-feira, 8 de março de 2016
BATISMOS DE LUA
Por ter batismos de lua
Não raro também sou luar
Carrego cisma e feitiço
Neste meu jeito lunar
Que singra escuros de noite
E as madrugadas sem par
... A beber pampa e horizontes
Nas fontes do versejar...
Com cascos amolecidos
- De sereno - o meu cavalo
Sabe dos quatro motivos
Que habitam os céus do pago
A lua me inspira versos
Conhece as ânsias que trago
Velando sonho e segredos
E as inquietudes que calo
Assim que a dama prateia
Campo e sanga onde navego
A alma, que é prisioneira
Dos versos - a quem me entrego
Rebenta qualquer maneia
Pro sonho enfim, ser liberto
E a própria lua me beija
Pra o poema ser completo.
Por ter batismos de lua
Sonho nela me encontrar
Sangrando vida e poesia
Mesmo em noites sem luar
E quando um dia, eu me for
Os meus versos vão contar
Que parti em quatro luas
Que sempre trouxe no olhar!
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