Uma noite mais do que especial vivida no CTG Grupo Pampa e Minuano, uma entidade maravilhosa, que vi nascer pelas mãos, dedicação e empenho de pessoas como o grande Valter Cuadros que hoje é um esteio firme da nossa cultura em Bagé, pelo esforço e capacidade de tantos outros amigos! Guardarei essa noite com muito carinho, em meu coração, pois momentos como esse nos fazem persistir naquilo em que acreditamos, fazem nosso estradear valer a pena. No palmilhar dos rumos culturais, a valorização é motivação eficaz em todo e qualquer instante, pois a cultura é um trabalho árduo, silencioso, mas que ecoa para a eternidade. Eu e minha família somos gratos a todos os amigos do Pampa e Minuano.Vida longa à poesia, à música. Vida longa a tudo que é nosso, ao nosso chão. Abraços, muito obrigado.
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quinta-feira, 12 de maio de 2016
segunda-feira, 28 de março de 2016
O TEMPO DA VITÓRIA
Qual será o tempo da nossa vitória, afinal?
Essa é uma pergunta que nos
fazemos seguidamente. De forma consciente ou não. Especialmente quando traçamos
uma meta, um objetivo. Ou, ainda que não tenhamos uma busca específica por
algo, simplesmente nos perguntamos: quando as coisas começarão a dar certo?
Quando serei um vencedor?
Muitas vezes ignoramos – ou fingimos
ignorar - que o sucesso de nossa caminhada está diretamente atrelado à nossa
dedicação, ao nosso empenho, à nossa luta. Essa é uma realidade indelével.
Atemporal.
Por óbvio, existe uma série de
fatores alheios à nossa vontade que, muitas vezes, dificultam nossa jornada e
tornam-se obstáculos aos nossos intentos. Mas e naquilo que depende de nós? Estamos
fazendo nossa parte? Estamos focados, temos trabalhado e nos dedicado o
suficiente?
De forma recorrente, eu leio nas
redes sociais, além de escutar por aí, o seguinte: “O tempo de Deus não é o
nosso tempo”... “Aguarde e confie”...
Acho até que isso pode ser
verdade, mas não creio que essas sentenças devam ser utilizadas como
subterfúgio para falta de empenho ou dedicação. Para esmorecimento e inércia.
Bem ao contrário. Deus certamente deve preferir aqueles que “fazem por onde”!
Na maioria das coisas, o tempo de
Deus é exatamente o nosso tempo. Tenho certeza que Ele não nos criou para a
derrota, para o fracasso. Se temos saúde, por escolha Dele, é porque temos as
condições necessárias para produzirmos nossos êxitos. Agradeçamos, então.
Deixemos os mistérios e as divagações de lado, trabalhemos
com a realidade.
O tempo de nossa vitória é agora. É hoje. É o
presente.
Estarmos vivos é a prova cabal
dessa minha afirmação. Todo dia temos a oportunidade de caminhar um pouco mais
na direção daquilo que almejos, daquilo que nos faz bem. Cada amanhecer nos dá
a liberdade de escolher: estagnação ou avanço?
Avançar sempre. Ainda que
devagar. Apesar dos tropeços. Em meio à tempestade. Repouso ou parada somente
para tomar impulso. Quando percebermos, estaremos tão adiante daqueles que se
quedaram em reclamações e desânimo que sequer acreditaremos o quanto esperamos
para sermos felizes. Para alcançarmos nossa tão almejada vitória.
E ninguém está afirmando que será
fácil. Não nos deixemos abater pelas forças contrárias. Muitos haverão de tornarem-se
fardos em nossa trajetória. Tentarão abater nossa fé, por inveja, incapacidade
ou por simples maldade.
A esses, dediquemos somente o
tempo e a força necessárias para blindar nosso espírito de suas más influências
e de sua negatividade.
Ninguém vence sem correr riscos. Vencer sem riscos é triunfar sem glórias, como já disse Pierre Corneille.
Não precisamos de nada que não nos faça bem. Assim, evitemos e nos livremos de todo e qualquer mal ou “peso morto”. Guardemos espaço para os nossos, para aqueles que agregam amor, carinho e lealdade à nossas vidas.
Ninguém vence sem correr riscos. Vencer sem riscos é triunfar sem glórias, como já disse Pierre Corneille.
Não precisamos de nada que não nos faça bem. Assim, evitemos e nos livremos de todo e qualquer mal ou “peso morto”. Guardemos espaço para os nossos, para aqueles que agregam amor, carinho e lealdade à nossas vidas.
Nós somos a própria vitória.
Existimos. E persistimos. E haveremos de conseguir.
As grandes vitórias se originam de
uma, em especial: a vitória sobre nós mesmos.
Vejam, por exemplo, que aquilo
que a grande maioria das pessoas chama de sorte, na verdade se trata de obstinação, empenho,
dedicação, força de vontade.
Oscar Schmidt, nosso lendário
jogador de basquete, sempre dizia àqueles que o criticavam com ironia, ou que
desmereciam seu talento e desempenho nas quadras, o classificando como sortudo:
“Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho”.
Nossa vitória é todo dia. Na
exata medida de nossa fé e empenho. Do exato tamanho de nossa dedicação. Chegar
a um ponto específico, nada mais é do que o resultado de nossa perseverança.
Daquilo que construímos durante nossa caminhada. Ela é construída aos poucos,
na soma de nossas atitudes, sendo consequência de nossas escolhas e renúncias.
Muitas vezes, nasce da soma de muitas derrotas.
Vencemos a todo momento. Somos
vencedores natos. Assim, quando alcançarmos um sonho, trataremos logo de buscar
outro, e mais outro e mais outro. Porque nascemos para vencer! Esse é o nosso
destino. Quem para de sonhar, já não vive.
A vitória sempre será nossa.
Sempre foi. A questão é: temos
consciência disso?
Imagem retirada da internet, autoria desconhecida. (google)
sábado, 26 de março de 2016
FÉ EM TI!
Sempre, em qualquer tempo, em qualquer lugar, haverá alguém contra ti,
atuando nas sombras! Nessa hora exata, não valerá o teu talento, a
tua bondade, a tua história e nem os teus valores. A intenção de impedir
que tu prossigas, que tu prosperes, será maior que a verdade! Agirão
contra ti e te abraçarão, e serão solidários em teu insucesso. Contudo, o
que esses seres sombrios não entendem, é que o talento, a lisura e a
bondade possuem primazia sobre a inveja e a má intenção. Os de bom
coração possuem luz própria. Portanto, não te abatas. Caminharás leve e
vitorioso nos caminhos que um dia te foram negados pelos ímpios e
invejosos, enquanto eles terão que dormir em travesseiros espinhosos e
conviver com a indignidade de serem quem são.
Fé na tua estrada e em ti! Sempre!
terça-feira, 8 de março de 2016
BATISMOS DE LUA
Por ter batismos de lua
Não raro também sou luar
Carrego cisma e feitiço
Neste meu jeito lunar
Que singra escuros de noite
E as madrugadas sem par
... A beber pampa e horizontes
Nas fontes do versejar...
Com cascos amolecidos
- De sereno - o meu cavalo
Sabe dos quatro motivos
Que habitam os céus do pago
A lua me inspira versos
Conhece as ânsias que trago
Velando sonho e segredos
E as inquietudes que calo
Assim que a dama prateia
Campo e sanga onde navego
A alma, que é prisioneira
Dos versos - a quem me entrego
Rebenta qualquer maneia
Pro sonho enfim, ser liberto
E a própria lua me beija
Pra o poema ser completo.
Por ter batismos de lua
Sonho nela me encontrar
Sangrando vida e poesia
Mesmo em noites sem luar
E quando um dia, eu me for
Os meus versos vão contar
Que parti em quatro luas
Que sempre trouxe no olhar!
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quinta-feira, 3 de março de 2016
DE QUEM MATEIA SÓ
Na maioria das vezes, matear sozinho, a meu ver, é um ato de
respeito. Respeito consigo, respeito para com os outros.
Bem sei que ao falarmos em mate,
em chimarrão, de pronto já pensamos em algo coletivo, em comungar, em
compartilhar, em confraternizar, em união. Contudo, há momentos em que o mate
se apresenta para o indivíduo de uma forma diferente, uma maneira de exercitar
a autocrítica, uma oportunidade para alguns instantes de reflexão interior.
E às vezes é tão somente uma
simples válvula de escape.
Há quem não entenda isso.
Algumas pessoas têm essa mania –
que para mim é um defeito gravíssimo – de achar que os outros não podem viver
um breve momento de retiro, um pequeno período de isolamento. E muitas ainda fazem
caras e bocas e rotulam essa atitude como estranha.
Pior: alguns ficam na volta do
vivente, como mosca em tampa de xarope, fazendo questionamentos inócuos ou de
olhos vidrados no cristão, talvez tentando adivinhar qual dos dois milhões de
motivos que passam por sua cabeça que realmente se encaixa na situação da
pessoa que está ali, buscando única e exclusivamente um instante simples, de
serenidade, de encontro com uma paz personalíssima.
Não é fácil.
O mate é um momento sagrado, seja
ele compartilhado ou não.
Tanto em uma roda de mate quanto
em um matear solitário, temos momentos importantíssimos para a coletividade e
para o indivíduo. No primeiro, experimentamos a aproximação, o benefício comum,
a entrega e a interação. No segundo, uma dedicação com o aprimoramento pessoal,
a busca mais interna, a paz espiritual.
Como vemos, embora distintos, ambos
os momentos são importantes, demonstram respeito e capacidade de envolvimento
com tudo aquilo que nos cerca.
Logicamente, este é um exercício
de reflexão que leva em conta pessoas “normais”. Ou seja, não estou aqui
defendendo uma tese baseada em indivíduos demasiadamente egoístas, com egos
gigantescos, nem tampouco analisando possíveis atitudes de pessoas que buscam a
solidão como forma de punição para si ou para os outros, por meio de
engendramentos perversos que ocorrem em mentes não menos problemáticas.
O raciocínio é exercido em cima
de vivência, convivência, aprendizado e observação.
Portanto, não julguem aquele que
mateia só. Não o menosprezem. Não o castiguem com falsas afirmações ou premissas. Ele tem suas razões.
Quem nunca?
(IMAGEM DA INTERNET/GOOGLE - autor desconhecido)
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