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segunda-feira, 18 de abril de 2016

TCHAU, QUERIDA!!!



Em tempos em que Monica Iozzi, Letícia Sabatella e outras nulidades se autodeclaram formadoras de opinião, é preciso ter muita fé para manter as esperanças. É quase um castigo manter a sanidade em meio a tanta idiotice (desculpem, não quis ser rude).
Em tempos em que vemos pessoas exibindo teses políticas sem a menor aptidão, sequer, para a escrita, o desânimo verga o espírito. Não é fácil. Como algumas criaturas conseguem  passar pelo ensino fundamental? MEU DEUS!!!
Ao ver o circo montado na Câmara Federal nesse domingo (algo inevitável para que cheguemos a um “princípio de início de fim”) entendo de pronto porque o país não consegue avançar. É o que digo sempre: os políticos são o reflexo de seus eleitores. E ponto.
Alegar “golpe” ao falar sobre impeachment, beira ao ridículo. Mais ainda, quando é proferido pela boca de quem conhece as leis. Argumento inócuo, quase infantil. Doentio, na verdade.
Ser contra o impeachment usando como argumento as falcatruas de Eduardo Cunha e Temer é surreal. Vindo de petistas, então, vergonhoso. O PT foi CASADO com o PMDB por 14 anos. Só agora viram que essas figuras não prestam?
Nem parece que o líder do governo na Câmara foi pego com milhares de dólares nas cuecas, e que o ex-líder do governo no Senado era o "ilibado" Delcídio do Amaral. E aí???
Impeachment é um processo essencialmente POLÍTICO. E um remédio constitucional. Entenda e aceite isso. Ou fique quieto, que se torna menos vergonhoso.
Nesses termos, o debate não avança, os verdadeiros problemas ficam encobertos por uma cortina de fumaça causada pela superficialidade e pela má-fé!
Manter uma quadrilha no poder a qualquer custo, com um país quebrado e surrupiado, com uma inflação alcançando níveis exorbitantes e com milhares de desempregados, apenas por teimosia ou questões partidárias, mostra o quanto nosso país está despreparado para exercer sua cidadania e democracia.
Política não é brinquedo. É coisa séria, está presente em nossas vidas, em nosso cotidiano. Influencia diretamente em nossa felicidade, nossa harmonia, nosso emprego, nossa educação, nossa saúde.
Colocar a culpa na classe política sem ao menos ter o comprometimento com um voto sério, qualificado, bem analisado, é fácil. Difícil é aguentar as consequências depois. E elas sempre virão.
Fora da política não há salvação. O PMDB é um mal necessário nesse momento. Simples assim. Não há outra alternativa. Ou é isso, ou é a "morte". Remédio amargo até que o paciente apresente melhora. Essa estagnação inconsequente ainda cobrará sua dívida por um longo período.
Os políticos que temos são esses que aí estão. Teremos que resolver essa bagunça com eles no poder, até que possamos, aos poucos, fazer a faxina necessária. Obviamente, essa é uma visão otimista. Existem pessoas que gostam de cometer o mesmo erro várias vezes. E se vender mais vezes ainda. E pouco se importar constantemente.
Realmente cansa ter que debater com pessoas que usam a ignorância como argumento. No final, elas nos vencem pela experiência na “área”!
Ninguém aguenta mais o projeto de poder do PT. A esquerda-caviar nunca foi tão indigesta quanto agora. Quantos “coxinhas” são necessários para que um “mortadela” seja feliz? Até quando vai esse espólio criminoso?
Fico pensando em que mundo algumas pessoas estão... não sabem nada sobre o “foro de São Paulo”, acham que os financiamentos do país às ditaduras é uma mentira, ou então que é normal. Noventa e cinco mil empresas fecharam suas portas no ano passado. Mas não há crise. Dez milhões de desempregados. Mas não há crise.
O MST, MTST, CUT... essas milícias ainda são toleradas. Ainda causam terror e afrontam a liberdade de todos em plena luz do dia.
Os crimes de responsabilidade se amontoam. A obstrução à justiça é diária.
Assim como Lula, Dilma não sabia e não sabe de nada. E nenhum dos dois é culpado de coisa nenhuma. Talvez, de terem nascido.
Dilma foi Ministra de Minas e Energia, fez parte do Conselho da Petrobrás... mas não sabia de nada.
Não sei porque ela não descansa disso tudo no sítio que não é do Lula. Ou em alguma outra fazenda que não é dele, pelo Brasil afora. É muita injustiça.
O fato de um governo não conseguir barrar seu impeachment não deve significar muita coisa. Talvez uma fraqueza momentânea. Afinal, quem se elegeu fraudando eleições, haverá de dar um jeito nisso. Em seguida encontram a tal da “governabilidade”. Ou não. Devo estar exagerando.
E o bandido é o Moro...
Pra encerrar, quero dizer que também não fui eu que escrevi isso. Quando cheguei, já estava assim.
Um abraço.
Quase esqueci: TCHAU, QUERIDA!!!
Obs: não me envergonhem, amigos!



segunda-feira, 28 de março de 2016

O TEMPO DA VITÓRIA




Qual será o tempo da nossa vitória, afinal?

Essa é uma pergunta que nos fazemos seguidamente. De forma consciente ou não. Especialmente quando traçamos uma meta, um objetivo. Ou, ainda que não tenhamos uma busca específica por algo, simplesmente nos perguntamos: quando as coisas começarão a dar certo? Quando serei um vencedor?

Muitas vezes ignoramos – ou fingimos ignorar - que o sucesso de nossa caminhada está diretamente atrelado à nossa dedicação, ao nosso empenho, à nossa luta. Essa é uma realidade indelével. Atemporal.

Por óbvio, existe uma série de fatores alheios à nossa vontade que, muitas vezes, dificultam nossa jornada e tornam-se obstáculos aos nossos intentos. Mas e naquilo que depende de nós? Estamos fazendo nossa parte? Estamos focados, temos trabalhado e nos dedicado o suficiente?

De forma recorrente, eu leio nas redes sociais, além de escutar por aí, o seguinte: “O tempo de Deus não é o nosso tempo”... “Aguarde e confie”...

Acho até que isso pode ser verdade, mas não creio que essas sentenças devam ser utilizadas como subterfúgio para falta de empenho ou dedicação. Para esmorecimento e inércia. Bem ao contrário. Deus certamente deve preferir aqueles que “fazem por onde”!

Na maioria das coisas, o tempo de Deus é exatamente o nosso tempo. Tenho certeza que Ele não nos criou para a derrota, para o fracasso. Se temos saúde, por escolha Dele, é porque temos as condições necessárias para produzirmos nossos êxitos. Agradeçamos, então.

Deixemos os mistérios e as divagações de lado, trabalhemos com a realidade.

O tempo de nossa vitória é agora. É hoje. É o presente.

Estarmos vivos é a prova cabal dessa minha afirmação. Todo dia temos a oportunidade de caminhar um pouco mais na direção daquilo que almejos, daquilo que nos faz bem. Cada amanhecer nos dá a liberdade de escolher: estagnação ou avanço?

Avançar sempre. Ainda que devagar. Apesar dos tropeços. Em meio à tempestade. Repouso ou parada somente para tomar impulso. Quando percebermos, estaremos tão adiante daqueles que se quedaram em reclamações e desânimo que sequer acreditaremos o quanto esperamos para sermos felizes. Para alcançarmos nossa tão almejada vitória.

E ninguém está afirmando que será fácil. Não nos deixemos abater pelas forças contrárias. Muitos haverão de tornarem-se fardos em nossa trajetória. Tentarão abater nossa fé, por inveja, incapacidade ou por simples maldade.


A esses, dediquemos somente o tempo e a força necessárias para blindar nosso espírito de suas más influências e de sua negatividade. 
Ninguém vence sem correr riscos. Vencer sem riscos é triunfar sem glórias, como já disse Pierre Corneille.
Não precisamos de nada que não nos faça bem. Assim, evitemos e nos livremos de todo e qualquer mal ou “peso morto”. Guardemos espaço para os nossos, para aqueles que agregam amor, carinho e lealdade à nossas vidas.

Nós somos a própria vitória. Existimos. E persistimos. E haveremos de conseguir.

As grandes vitórias se originam de uma, em especial: a vitória sobre nós mesmos.

Vejam, por exemplo, que aquilo que a grande maioria das pessoas chama de sorte,  na verdade se trata de obstinação, empenho, dedicação, força de vontade.

Oscar Schmidt, nosso lendário jogador de basquete, sempre dizia àqueles que o criticavam com ironia, ou que desmereciam seu talento e desempenho nas quadras, o classificando como sortudo: “Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho”.

Nossa vitória é todo dia. Na exata medida de nossa fé e empenho. Do exato tamanho de nossa dedicação. Chegar a um ponto específico, nada mais é do que o resultado de nossa perseverança. Daquilo que construímos durante nossa caminhada. Ela é construída aos poucos, na soma de nossas atitudes, sendo consequência de nossas escolhas e renúncias. Muitas vezes, nasce da soma de muitas derrotas.

Vencemos a todo momento. Somos vencedores natos. Assim, quando alcançarmos um sonho, trataremos logo de buscar outro, e mais outro e mais outro. Porque nascemos para vencer! Esse é o nosso destino. Quem para de sonhar, já não vive.

A vitória sempre será nossa. Sempre foi.  A questão é: temos consciência disso?

Imagem retirada da internet, autoria desconhecida. (google)



quinta-feira, 3 de março de 2016

DE QUEM MATEIA SÓ



Na maioria das vezes, matear sozinho, a meu ver, é um ato de respeito. Respeito consigo, respeito para com os outros.

Bem sei que ao falarmos em mate, em chimarrão, de pronto já pensamos em algo coletivo, em comungar, em compartilhar, em confraternizar, em união. Contudo, há momentos em que o mate se apresenta para o indivíduo de uma forma diferente, uma maneira de exercitar a autocrítica, uma oportunidade para alguns instantes de reflexão interior.

E às vezes é tão somente uma simples válvula de escape.

Há quem não entenda isso.

Algumas pessoas têm essa mania – que para mim é um defeito gravíssimo – de achar que os outros não podem viver um breve momento de retiro, um pequeno período de isolamento. E muitas ainda fazem caras e bocas e rotulam essa atitude como estranha.

Pior: alguns ficam na volta do vivente, como mosca em tampa de xarope, fazendo questionamentos inócuos ou de olhos vidrados no cristão, talvez tentando adivinhar qual dos dois milhões de motivos que passam por sua cabeça que realmente se encaixa na situação da pessoa que está ali, buscando única e exclusivamente um instante simples, de serenidade, de encontro com uma paz personalíssima.

Não é fácil.

O mate é um momento sagrado, seja ele compartilhado ou não.

Tanto em uma roda de mate quanto em um matear solitário, temos momentos importantíssimos para a coletividade e para o indivíduo. No primeiro, experimentamos a aproximação, o benefício comum, a entrega e a interação. No segundo, uma dedicação com o aprimoramento pessoal, a busca mais interna, a paz espiritual.

Como vemos, embora distintos, ambos os momentos são importantes, demonstram respeito e capacidade de envolvimento com tudo aquilo que nos cerca.

Logicamente, este é um exercício de reflexão que leva em conta pessoas “normais”. Ou seja, não estou aqui defendendo uma tese baseada em indivíduos demasiadamente egoístas, com egos gigantescos, nem tampouco analisando possíveis atitudes de pessoas que buscam a solidão como forma de punição para si ou para os outros, por meio de engendramentos perversos que ocorrem em mentes não menos problemáticas.

O raciocínio é exercido em cima de vivência, convivência, aprendizado e observação.

Portanto, não julguem aquele que mateia só. Não o menosprezem. Não o castiguem com falsas afirmações ou premissas. Ele tem suas razões.

Quem nunca?

(IMAGEM DA INTERNET/GOOGLE - autor desconhecido)


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O SEGUNDO CAFÉ

Eu desenvolvi uma teoria em minha vida (talvez, alguns a tenham também, com outros nomes ou com pensamentos similares), quem sabe, até meio simplória, mas  que se resume no seguinte: algumas coisas, determinadas situações, para mim, são como um “segundo café”. Não falo aqui de um café daqueles completos, que fazem um desjejum perfeito, cheio de salgados e guloseimas. Falo daquele café gostoso, tomado por hábito – ou vício, mesmo. Aquele café que nos aplaca um frio de inverno, que nos tira a preguiça nos momentos de fadiga, ou que simplesmente nos alimenta corpo e alma em momentos de leituras, reflexões ou descanso.
Digo isso, porque nunca consigo fazer um segundo café, com o mesmo sabor do primeiro.  Se trata de uma missão impossível para mim. Embora tente caprichar, movido pela vontade de saborear de novo aquele momento de satisfação, via de regra, fracasso.
Momento bobo, eu sei... mas não deixa de ser frustrante.
E o que quero dizer com isso?
Apenas me ponho a refletir que, na vida, muitas coisas são como o segundo café. Existe um momento próprio para apreciá-las, para senti-las, para que aconteçam. Passado esse momento, não há como repetir, voltar atrás, não teremos uma segunda oportunidade. É um momento único para deleite, para experimentação, para melhoria, para crescimento.
Com certeza, muitas coisas terão novos momentos, ofertarão alternativas, culminarão com desenlaces ainda melhores do que os esperados. Com melhores “cafés”. Mas outras não. E essas, são as que chamo de “segundo café”!
Em certas situações, lutaremos, nos esforçaremos ao máximo, para tentar repetir um momento de êxtase, de volúpia, de realização, de felicidade incomparável. Mas, infelizmente, veremos que será em vão.
Todos temos os nossos momentos de “segundo café”! É inevitável. Acho até que faz parte do destino.
Talvez a sabedoria esteja em saber apreciar cada “café” como um instante único, compreendendo que o sabor e a satisfação estão diretamente ligados à exata medida de nossa entrega e desejo. São proporcionais ao nosso empenho, motivação e estado emocional.
Saibamos apreciar e identificar aquele primeiro café que, por algum motivo, será sempre inigualável. Aquele que jamais poderá ser experimentado novamente, não com igual intensidade, não com igual benefício.
Esses cafés marcam nossas vidas. E, talvez, façam aquela diferença de que tanto nossas almas precisam... e que tanto elas procuram.

Já tomaste um bom café hoje?

Imagem: google/internet